O Acompanhante - Parte XXI


O cheiro forte de café me fez lembrar que tinha um encontro marcado com Danuza logo cedo. Pulei da cama e corri para o banheiro. Nuella e Roxane não estavam mais em meu leito. Deviam estar na cozinha, preparando o desjejum. Tomei um banho rápido e fui até lá. As duas estavam nuas, conversando animadamente, enquanto Nuella preparava o café. A loira cortava pães e passava manteiga. No meu prato, já havia ovos e uns pedaços de toucinho. Também havia frutas geladas dispostas à mesa. Dei bom dia a ambas.


As duas acercaram-se de mim e me beijaram na boca. Primeiro Nuella, depois Roxane. Mais uma vez, não percebi um pingo de ciume na negra. Ela voltou para o fogão, enquanto a outra encostou-se no meu peito, encaixando a bunda no meu pau. Dei-lhe um fungado no cangote e ela deu um gritinho, arrepiando-se toda. Nuella riu e disse que depois queria um daquele, também. Fui até ela, arrodeei-a com os braços e lambi sua nuca. Depois enfiei minha língua em seu ouvido, fazendo-a também soltar um gritinho e ficar com os poros eriçados. Levou uma das mãos para trás e pegou no meu cacete, enquanto o outro punho mexia o açúcar numa xícara de café fervente. O pênis estava flácido, apesar do momento safadinho. Então, ela sorveu um gole da bebida quente, engoliu-a, agachou-se e imediatamente pôs a boca no meu pau. A quentura fê-lo dar um salto em seus lábios. Ficou ereto no mesmo instante. Vendo-o assim, Roxane aproximou-se da gente. Ambas passaram a lamber, mordiscar com os lábios e chupar a extensão do meu pênis. Cada uma com a boca em um dos lados dele, como se ele fosse a média de um sanduíche. Fechei os olhos e fiquei curtindo a prazerosa felação.


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Encontrei-me com Danuza no meu escritório. A mãe também veio junto. Queria saber do irmão. Queria também me agradecer por tê-lo encontrado. Liguei para ele e só consegui que atendesse na quarta tentativa. Colocaram o telefone no viva-voz e pude ouvir todo o papo dos três. Falaram de saudade, de surpresa, da doença e da formatura de Danuza. Combinaram de ambas viajarem para Sampa e trazê-lo para ser cuidado em casa. Ao final da ligação, estavam todos contentes. Danuza pediu licença à mãe para estar a sós comigo. Acertou nossas contas e perguntou se eu estaria ainda disposto a acompanhá-la no baile de sua formatura. Eu disse que seria um prazer e que ela não precisaria me pagar como acompanhante. Esteve um instante pensativa, depois perguntou se poderia me fazer uma proposta indecente. À minha concordância, disse que queria contratar meus serviços como acompanhante sexual. Explicou que havia pensado bastante e admitido seu bloqueio para transar com qualquer um. Tinha fome de sexo e gostaria de fazer amor mais vezes comigo. No entanto, não me queria como namorado. Ligaria para mim quando necessitasse de sexo e faria questão de pagar por isso. Eu respondi que não era garoto de programa e que ela poderia achar um bem mais interessante que eu. Ela estava determinada a se entregar só a mim.


Depois, foi a vez da mãe dela querer ficar sozinha comigo. Confessou sentir saudade de mim e querer dar uma foda comigo antes de viajarem para São Paulo. Eu disse que agora havia alguém na minha vida e que eu pretendia respeitar essa pessoa. Para minha surpresa, ela disse que pagaria por essa foda, dando a entender que acreditava que eu vivia precisando de grana. Declinei da sua proposta. Ela foi embora furiosa. Já a filha, pediu para eu pensar com calma na sua. Eu não precisava ter pressa.


Fiquei no escritório toda a manhã, pois havia dispensado Roxane de trabalhar até que sarasse dos hematomas deixados pela surra dada pelo namorado. Quando me preparava para fechar e ir almoçar, eis que tenho uma visita de surpresa: minha mãe apareceu com meu padrasto. Convidei-os para almoçar num restaurante perto. Lá, conversaríamos o que tinham vindo para falar comigo. Toparam.


Minha mãe não sabia bem como começar a conversa. Seu companheiro falou por ela. Disse que estava falido e que necessitavam da minha ajuda financeira. Ficaram surpresos quando eu demonstrei saber do plano para me extorquir dinheiro, junto com o finado detetive Otávio. Minha mãe começou a chorar. O cara tirou de si a responsabilidade, dizendo que tinha tentado demovê-la da ideia de dar um golpe no próprio filho. Aí, falou demais: disse que, antes de vir até mim, haviam tentado ajuda do meu irmão. Minha mãe lançou-lhe um olhar reprovador. Eu quis saber sobre esse irmão que eu nunca soube ter. Ela se viu na obrigação de contar uma história guardada a sete chaves:


- Seu pai sempre foi um filho da puta. Quando, pela segunda vez, eu perdi um bebê, ele cismou de ter um herdeiro a qualquer custo. Casamento com separação de bens e um neto foram as condições que seus avós exigiam para deixar-lhe o patrimônio de herança, já que me consideravam uma caça-dotes. Na época, estava na moda a “barriga de aluguel”. Mulheres, em troca de dinheiro, aceitavam doar seu útero para gerar bebês de proveta. O esperma masculino era injetado artificialmente no óvulo e a paciente engravidava, muitas vezes sem conhecer o dono do sêmen. Davam à luz, recebiam sua grana e nunca mais sabiam da criança - minha mãe enxugou as lágrimas e ajeitou-se melhor na cadeira, disposta a continuar sua história.


Contou que meu pai procurou uma prostituta e prometeu pagar-lhe pelo aluguel do útero. No entanto, para que segurasse a gravidez, ela estava obrigada a passar por um longo tratamento numa clínica indicada por ele. De fato, quem custeava o tratamento e até pagava ao meu pai era a tal clínica, pois os médicos de lá queriam ter cobaias para suas experiências com fetos sem que a instituição fosse investigada, caso algo não desse certo. Pra todo efeito, estariam trabalhando contratados por homens que queriam ser pais a qualquer custo. Na verdade, esses homens é quem recebiam da clínica para trazer mulheres dispostas ao tal tratamento. O que meu pai iria pagar à prostituta não era nem um terço do valor que receberia da instituição. Quando o bebê estava por nascer, meu pai deixou um carro à disposição da mãe de aluguel, para que essa pudesse ser levada à clínica em caso de urgência. Adiantou também uma grana, para ser usada em caso de necessidade. Aí a prostituta cismou de fazer uma farra homérica com esse dinheiro…


Convidou uma amiga e, juntas, foram à festa. Beberam muito - principalmente porque naquele tempo não havia a tal “Lei Seca” - e voltaram para casa embriagadas. A amiga da prostituta cismou de querer dirigir e assumiu o volante do carro. Por azar, foram abalroadas por um veículo desgovernado. A prostituta morreu na hora. Mesmo assim, levaram-na para a clínica onde faziam o tratamento, a pedido do meu pai, que soube do acidente imediatamente. A amiga da prostituta perdeu uma perna, além de passar quase três meses hospitalizada. Na clínica, só então meu pai descobriu que a prostituta estava esperando trigêmeos. Ele queria apenas uma das crianças para levar para casa e tornar seu herdeiro. Eu fui o escolhido. Uma enfermeira apiedou-se e ficou com um dos trigêmeos. O último bebê foi entregue à amiga da falecida mãe de aluguel. É que esta, culpando-se por ter causado o acidente que matou a prostituta, resolveu-se a cuidar da criança como se fosse seu próprio filho. Já tinha três filhas e um menino seria bem vindo.


Minha mãe concluiu a história dizendo que meu pai nunca ajudou com um centavo sequer a amiga da prostituta que, depois de perder uma perna, não encontrou mais trabalho. Foi despedida da fábrica de tecidos onde trabalhava e acabou se prostituindo, como a falecida amiga, para sustentar a família. Meu pai usou o dinheiro que iria dar à mãe de aluguel para abrir uma poupança para mim. Era essa grana que me havia sido deixada de herança. O resto ele “queimou” com mulheres, jogatinas e maus negócios imobiliários. Como já tinha a mim como herdeiro, minha mãe passou a não significar nada para ele, já que estava de posse da herança deixada por meus avós. Perguntei como ela sabia dessa história. Para minha surpresa, minha mãe replicou que o médico responsável pela clínica e pelas experiências com fetos era o homem que estava ao seu lado.


Fim da Vigésima Primeira Partee

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