- Pai! Já tínhamos combinado de irmos pra Disney. O senhor quer mesmo destruir com as minhas férias né? - Rafa cruzou os braços e sentou na cadeira da cozinha. - Eu prometo que vou melhorar as minhas notas. Mas por favor, não me obrigue ir para aquela fazenda. Eu não suporto lugar parado.


- Pois será na fazenda que você passará as suas férias! Este é o seu castigo. É um absurdo, um rapaz de 16 anos, que não faz nada da vida, perder em cinco matérias. Até agora não caiu a minha ficha. Ainda mais depois do que os professores me disseram sobre o seu comportamento… - o pai dele, abriu o jornal, e imparcial, tomava o seu café. A sua mãe, não interferia, pois sabia que o filho estava errado.


- Aqueles professores são uns idiotas! Nem sabem dar aula. E além do mais, pra quê eu preciso dessas matérias ridículas na minha vida?


- Não adianta reclamar. E tem mais. O seu primo Leonardo irá junto com você e a sua tia Beatriz. Já combinei tudo com ela e liguei para o caseiro preparar tudo. E se eu souber que você aprontou alguma por lá, o seu castigo será ainda pior.


- Eu não acredito nisso! Só pode ser um pesadelo. Eu não gosto do Leonardo! E se for pra sofrer este martírio, que eu possa ao menos chamar o Duda. Eu não vou ficar num lugar cercado de mato ao lado de uma pessoa insuportável!


- Filho, o Leo é o seu primo. Só porque ele é mais velho e aconselha você?... Ele já é adulto e faz isso por seu bem.


- Bem? Que bem mãe? Até a senhora? Ele é um fofoqueiro que conta um monte de mentiras pro papai, só para me prejudicar. Ele é uma cobra, isso sim.


Na verdade, o Rafa sabia que era muito mais além daquilo. Na verdade, o seu primo era louco pra dar uns pegas nele, mas como este não lhe dava trela, o Leo se vingava, o dedurando para o pai.


- Esta é a minha condição. Se eu for, terei de levar o Eduardo comigo. - Duda era o seu melhor amigo e ambos cresceram juntos.


- Tudo bem. Agora terá de se esforçar para pedir autorização aos pais dele, pois nem eu e nem a sua mãe, iremos ligar.


- Eu mesmo faço isso. - ele foi para o quarto com o olhar cheio de raiva. Estava contando os dias para a tão sonhada viagem à Disney. Ele sabia que no fundo, só foi tão mal no colégio, por culpa de si mesmo, mas não esperava ser punido de forma tão severa, afinal, não era mais um bebezinho.


Ele se jogou na cama, irritado, atirou um travesseiro contra a parede, ate pegar o seu celular e ligar para casa do amigo.


- Bom dia Duda!


- Oi amigo, pode falar. Pensei em te ligar agora.


- Você não sabe da maior… Meus trinta dias de férias, serão no campo, vendo um monte de galinhas e porcos. E detalhe: na companhia do meu primo Leonardo.


- Meu Deus! Eu não sei o que é pior. Mas porque isso? Você não me disse que o seu pai havia te prometido uma viagem para Disney?


- Sim até ele descobrir que eu matava aulas, e que fiquei em cinco matérias. Este é o meu castigo. Ficarei em estado vegetativo na fazenda do meu pai. Acho que vou morrer no primeiro dia.


- Também não é pra tanto Rafa.


- Ah, você acha legal o que estou passando? - ele bradou.


- Claro que não. Mas deve ter um monte de coisas legais pra se fazer numa fazenda. Tipo: andar a cavalo.


- E eu vou ficar em cima de um cavalo durante trinta dias? ACORDA Eduardo! Eu estou péssimo! A minha vontade é de matar o meu pai. Mas eu te liguei, porque eu queria que você fosse comigo.


- O quê?


- Poxa amigo, eu pensei que faria este sacrifício por mim. Com quem eu irei conversar? - Rafael fez voz de choro.


- Eu estava fazendo outros planos… Mas tudo bem. Se os meus pais permitirem, eu viajo contigo.


- Jura? Então passa o telefone para a sua mãe agora. Temos que resolver isto imediatamente.


Rafael conversou com os pais dele e conseguiu convencê-los. Ao menos não ficaria ao lado do primo ao qual ele não suportava. Só o fato de ter a companhia do amigo, já ajudava em seu processo de aceitação. Combinaram o horário, e no dia seguinte, a Beatriz, tia do Rafael, estava para na porta, buzinando feito louca. Leonardo ia ao banco da frente.


- Aff, tia! Chega né? Eu estou aqui. - ele surgiu do nada, se despedindo dos pais e carregando uma mochila mais uma mala imensa. Sob o olhar condenatório do pai, ele ia arrastando sua bagagem até o carro.


O primo nem desceu para ajudá-lo. Teve de fazer tudo sozinho. Abrir o porta malas, guardar as suas coisas e ainda correr devido a pressão da sua tia. Ela estava empolgada, pois adorava lugares calmos.


- Bom dia pra vocês. Poxa, madrugaram né? - ele fez um bico.


- Já começa o dia reclamando? - disse o Leo.


- E você já começa o dia, sendo mais detestável do que já é.


- Eiii, vocês dois. Vamos parar de briguinhas.


Rafael lançou um olhar de desprezo para ele, que apenas sorriu maliciosamente. Leonardo era branco, forte, com três tatuagens no braço. Ele tinha um belo sorriso e cabelos pretos que combinavam com os olhos castanhos claros. Já o Rafael, tinha um tom de pele mais morena, ele tinha um corpo atlético e cabelos lisos e o utilizava sempre com as laterais raspadas. Ele não tinha tatuagens, mais possuía dois piercing na orelha.


- Tia, nós vamos parar na casa do Eduardo. Ele também vai com a gente. - disse ele.


- Hã? Aquele seu amiguinho estranho também vai? Um adolescente é muito, dois é pior ainda. - provocou Leonardo.


- Vai tomar… - ele ia soltar um palavrão, mais foi contido por sua tia que se enfureceu com a discussão dos dois.


- Escuta aqui! Vamos parar? Já chega! Ou vocês vão se ver comigo. Está é uma viagem para nos divertimos e não pra causar picuinhas. A próxima gracinha de vocês e eu conto para os meus irmãos! - disse ela séria e furiosa.


Ela parou na casa do Eduardo e buzinou. O jovem rapaz que usava um par de óculos fundo de garrafa, surgiu, acenando para o amigo.


CONTINUA…


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- Olha só que casa linda o seu pai tem! Estou encantando com este lugar. - o Eduardo olhava tudo ao seu redor, boquiaberto, mas o Rafael observava mesmo, era um homem forte, com a pele bronzeada do sol, e com olhos vibrantes. Era uma beleza exótica e excitante, que o deixou extasiado. O homem estava atento as ordens que lhe eram impostas pela tia do Rafael.


- Duda, eu acho que vou adorar este lugar. Meu Deus, que homem! - disse ele, ainda perplexo pela virilidade do rapaz..

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