Boa noite meus amados leitores, saudades de vocês, e me desculpe pela demora. Obrigado a todos que sempre comentam, são os comentários que mostram que estou escrevendo bem e me incentiva a continuar e não abandonar o conto. Aos novos leitores, sejam bem vindos. Lendo os comentários eu preciso explicar algumas coisas: JamesBlack e Ivy SB, o acidente foi sério, mas ninguém morreu, a minha história não é tão novela ou clichê assim kkkkk. O último capítulo não teve muitos comentários e eu fiquei com medo de não terem gostado, mas estou me dedicando ao máximo para vocês. Então uma ótima leitura, e uma boa noite a todos, até a próxima.


A Recuperação (ep. 12)


- Narrado por Bernardo -


Eu só conseguia gritar o nome dele. John olhava em minha direção, o sangue escorria pelo seu rosto, até que ele desmaiou. Por um segundo pensei que ele estivesse morto, mas eu conseguia ver sua respiração, porém isso não aliviava a culpa que eu sentia naquele momento. Eu o amo demais e eu não podia perder ele.


Cinco minutos depois chegaram os bombeiros junto com uma equipe do Samu. O casal que estava no outro carro não se machucaram. Retiraram o John primeiro, por estar desacordado, e em seguida a mim. Imobilizaram-nos e fomos para o hospital. Eu não conseguia parar de chorar, no trajeto eu olhava para ele, tão sereno na maca, parecia estar dormindo. Fomos encaminhados ao hospital estadual São Lucas.


Eles o levaram para a emergência enquanto eu era levado para a sala de exames. O médico fez os exames em mim, eu só estava com ferimentos leves devido ao impacto e aos vidros quebrados, fizeram os curativos e eu fui liberado. Imediatamente eu corri para saber como estava o John, uns minutos depois eu o achei.


Ele estava dormindo em uma cama, em um quarto coletivo com mais sete pacientes, estava com vários hematomas pelo corpo e vários curativos nos braços e na cabeça. Eu o observava quando um médico chegou perto de mim.


- Olá, o senhor é o que do nosso paciente? - indagou o médico.


- Sou o… Amigo dele. Estávamos no carro voltando de uma festa quando tudo aconteceu.


- Não se preocupe, eu vi as alianças. Ele esta fora de perigo, foram só machucados devido ao impacto e ao capotamento do veículo. A pancada na cabeça foi uma preocupação nossa, mas não houve seqüelas, agora ele está dormindo.


- Estou muito feliz em saber disso.


- Todos nós estamos felizes, vocês deram sorte. Agora poderia me acompanhar? Tem que preencher uma ficha e avisarmos aos familiares.


Segui o doutor e fui resolver toda a burocracia, ligar para os pais dele foi a pior parte, eles se desesperaram, mesmo sabendo que ele está bem. Não contei que a culpa de tudo foi minha, eu não tinha coragem para isso, ainda mais por telefone. Uma hora depois meu pai e os pais do John estavam conosco. Nós sentamos nas cadeiras do corredor e conversamos por umas horas, meu pai queria me levar para casa, mas eu não iria embora sem o John. Já umas 10hrs da manhã meu pai foi resolver como ficou meu carro e o conserto do carro do casal, e o pai de John foi para casa, ficando somente eu e a mãe dele. Eu já estava cochilando na cadeira quando chega quem eu menos queria ver, Nicholas.


Ele estava com os olhos vermelhos, parecia ter chorado muito, sua expressão era de tristeza e raiva, e eu sabia o porquê disso. Ele veio em minha direção, parecia que iria me bater, mas ele viu a mãe de John do meu lado. Apresentou-se como um amigo do John, ele conversou com ela uns minutos se informando do estado do John, ignorando totalmente a minha presença, até que pediu para entrar, mas surpreendentemente ele pediu para que eu entrasse junto. Nos aproximamos de John, que ainda dormia, olhei para Nicholas e vi ele começar a chorar, instintivamente eu me aproximei dele e o abracei.


- Eu nem sei o que dizer Bernardo, eu amo ele com todas as minhas forças, e olhar ele assim, mesmo sabendo que ele está bem, me destrói por dentro. - disse Nicholas retribuindo o abraço.


- Você estava certo, eu só faço mal a ele, nós podíamos estar mortos agora, a culpa de tudo é minha.


- A culpa é nossa, eu provoquei ontem, mas vamos esquecer isso, agora não é o momento.


- É o momento sim! Se você o ama tanto, por que fez tudo aquilo? O abandonou sem explicações… Isso não é coisa de quem ama tanto assim…


- Bernardo, eu amo ele, mas muita coisa aconteceu. Minha mãe me pressionou muito e descobrimos que ela está com câncer, e eu não podia trazer mais problemas para ela, por isso fui fraco e me afastei do John, mas agora eu sei que eu não deveria ter feito isso.


- Eu… Eu sinto muito pela sua mãe. Quanto ao John, eu amo muito ele, mas vejo que ele não será feliz comigo, vou deixar tudo livre para vocês. Mas escute bem Nicholas, faça as coisas certas agora, faça ele feliz.


- Eu vou consertar tudo Bernardo. Eu prometo não magoar ele nunca mais.


Observamos John dormir e um silêncio predominou no ambiente, eu estava abrindo mão dele, e isso me doía muito, eu o amo demais, mas pela felicidade dele eu farei isso. Minutos depois vemos John começar a se mexer e lentamente abrir os olhos, nos entreolhamos e um sorriso estampou-se em nossos rostos. Ele nos olhou por uns segundos, parecia confuso, mas eu estava feliz por ele finalmente acordar.


- Narrado por John -


Eu parecia pesar uma tonelada, ainda sentia algumas dores, e o meu corpo cansado pedia para eu não acordar, mas com dificuldade comecei a abrir os olhos e, após o ofuscamento devido à claridade do ambiente, eu pude ver a minha frente Bernardo e Nicholas. Eu não falei nada, os dois estavam abraçados e com sorrisos nos rostos que disfarçava a expressão de quem chorou muito há pouco tempo. Eles se separaram e se aproximaram de mim, um de cada lado da cama, Bernardo acariciou meu rosto enquanto Nicholas segurava minha mão.


- Como se sente meu amor? - perguntou Bernardo, com uma voz rouca.


- Sinto algumas dores, mas estou bem. Estamos no hospital? E o que vocês fazem juntos? - falei com a voz baixa.


- Nós estamos no São Lucas, vocês sofreram um acidente depois da festa, eu fiquei sabendo pelo jornal da manhã e vim para cá o mais rápido que pude. - disse Nicholas.


- Alguém se machucou? - perguntei.


- Só você mesmo… - respondeu Nicholas.


- John eu sinto muito por tudo, eu fui um idiota e o acidente foi culpa minha, você merece alguém melhor que eu. - disse Bernardo enquanto retirava a aliança de seu dedo.


- Você está terminando comigo Bê? Eu te amo, e eu poderia sofrer mil acidentes que isso não mudaria o que eu sinto. - falei segurando sua mão, o impedindo de retirar a aliança.


- Nicholas, fala tudo o que você me contou. Este é o momento. - disse Bernardo segurando o choro.


- O que está acontecendo? - perguntei, confuso.


- John, eu te amo, eu te amo muito. Muita coisa aconteceu e eu te devo muitas explicações. Depois daquele dia lá em casa, minha mãe me pressionou muito, brigamos por horas, ai ela me contou que ela está com câncer. Eu não podia trazer mais problemas para ela, por isso fui fraco e me afastei de ti. Mas a verdade é que eu não posso viver sem você, e depois desse acidente eu soube que eu não deveria ter te deixado. Por favor, me dá outra chance? Eu quero provar todos os dias o quanto eu te amo. - disse Nicholas.


- Eu não sei o que dizer, está tudo muito confuso na minha cabeça, Nicholas é um péssimo momento para você acordar seus sentimentos… Eu te amo Bê, mas não posso ignorar mais que ainda existe sentimentos meus pelo Nicholas e tudo o que sentimos no passado. Eu preciso colocar minha mente no lugar, por favor, vão embora e me deixem pensar no que fazer.


Relutantes eles foram embora, confesso que eu não esperava tudo aquilo. Fiquei algumas horas em observação e a noite eu fui liberado do hospital. Meu pai me levou para casa, eu comi algo para agradar a minha mãe, pois eu estava sem fome, e eu fui para meu quarto.


Fique pensando em tudo o que houve nos últimos dias, a briga na festa, o acidente, Bernardo querendo desistir de mim, Nicholas querendo se reaproximar, meus sentimentos, tanta coisa. Minha cabeça estava confusa demais e eu precisava fazer um balanço de tudo antes de tomar uma decisão. Eu amo o Bernardo e não vou desistir dele, mas o Nicholas me ama muito, e eu não nego que ainda existem sentimentos por ele, sentimentos esses que me impedem de me entregar 100% ao Bernardo. Conclusão: Eu amo os dois.


Liguei para os dois e marquei de nos encontrarmos no dia seguinte de manhã na Pedra da Cebola, não prolonguei assuntos, fui direto e desliguei. Não dormi muito bem, os curativos incomodavam muito, principalmente o da lateral da minha testa, onde mais machucou.


No dia seguinte acordei meio tarde, fiz minha higiene, tomei um banho bem complicado e dolorido, refiz os curativos e fui encontrá-los. Meia hora depois eu cheguei, Bernardo já estava à espera e Nicholas chegou uns minutos em seguida. Caminhamos até um banco de madeira entre umas árvores, nós três sentamos, eu no meio deles. O parque estava com poucas pessoas, o que nos deu a privacidade e a liberdade de falar qualquer coisa.


- Eu fiz uma escolha, e preciso que vocês me escutem bem ok? - disse eu.


- Ok. - ambos disseram.


- Bê eu te amo, e eu não posso deixar que você desista de mim sabendo que você me ama tanto quanto eu te amo. Nicholas, a nossa história nunca teve um final, e, conseqüentemente, meus sentimentos por você também nunca tiveram um final, eu ainda te amo. - disse segurando as mãos de ambos. - Esse sentimento que eu sinto por vocês dois é muito forte, e me impede de querer escolher um de vocês. Eu os amo demais, e eu não posso escolher, por isso eu tenho uma proposta, mas preciso que tenham a mente aberta para isso. Eu quero que nós três fiquemos juntos. - conclui.


- Como assim John? Ter um relacionamento a três? - disse Nicholas, confuso.


- John você só pode estar doido, de onde você tirou isso? - disse Bernardo já se levantando quando eu o puxei de volta a sentar no banco.


- Gente, eu não posso escolher um de vocês, eu amo vocês e vocês me amam. Vamos esquecer o que a sociedade pensa, os julgamentos, as criticas e os pudores. Por que sermos infelizes sozinhos se nós podemos ser completos juntos? Nós três. Eu só preciso que vocês abram a mente de vocês para essa idéia.


- John, eu não me dou bem com o Nicholas, como isso iria funcionar? - disse Bernardo, pensativo.


- Bê, você só não gosta do Nicholas por ciúmes e pelo que ele já fez a mim. E Nick, você não gosta do Bê por ele ser meu namorado. Vocês só não se gostam por causa de ciúmes de ambos. Poxa, assim iremos resolver tudo. Vamos sair juntos, nos divertirmos juntos, cinema, praia, tudo normal, só que ao invés de duas pessoas, seriam três. - disse eu rindo.


- Ok, até ai deu para entender, mas e aquelas situações? Beijar, tocar, sexo… - disse Nicholas, curioso.


- É verdade, e nessas situações? Como faremos? - concordou Bernardo.


- Isso nós vamos descobrir juntos. - sussurrei para eles. - O que me dizem? Sei que não é comum, mas eu amo vocês. Vamos ser felizes juntos?


- Eu quero ver no que isso vai dar, ok eu aceito. - disse Nicholas rindo.


- Eu devo estar louco para entrar nesse barco furado. Mas ok, estou dentro. - disse Bernardo.


- Então aceitam namorar nós três juntos? - perguntei.


- Sim. - concordaram juntos, aos risos.


- Então eu nos declaro um casal de três. - disse rindo e os puxando para um abraço.


Olhei para Bê e dei um grande beijo mostrando o quanto eu o amava. Em seguida, eu me virei e dei um beijo em Nicholas, matando toda a saudade que eu senti dele. Parei e observei a expressão de espanto dos dois, e aquilo me fez rir muito, logo ambos riram junto comigo.


- Viram? Vamos descobrir juntos. - disse dando um selinho nos dois.


- Continua -3

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