Oiiiii Gente lindaaa! Volteeiiii! ♥♥♥♥♥♥♥


Era pra mim ter postado esse capitulo na parte da manhã, mas meu PC pirou e não quis ligar nem por macumba!... Mas finalmente ele voltou à vida e aqui está!! E pra compensar, esse capítulo ficou enooorme! Espero que gostem ♥♥♥♥♥♥♥♥♥


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- Anjinho, por que cê tá demorando tanto…? - Tommy para no final da escada e nos olha, quer dizer, olha pro Anderson.


Fudeu!


- Quem é esse? - perguntou Anderson apontando com a cabeça.


- Eu que pergunto. Quem é você? - Merda! Fudeu tudo! Era pra ele ter ficado lá em cima!


Provavelmente aquilo iria acabar mal, muito, muito mal.


- Meu nome é Anderson, sou o enfermeiro particular do Luka. - Porra Andi! Não tá ajudando assim! - Agora responde a minha.


- Tommy, esse é o Anderson e ele é o enfermeiro particular da família. - corrigi. - E Andi, esse é o Thomas, meu… namorado. - Anderson sorriu sarcasticamente.


Porra!


- Sério? - ele riu. - Então prazer em te conhecer, você tem sorte.


- Aham. - Tommy o olhava sério. - O que estão fazendo?


- Estamos brincando de médico. - Tommy ficou com cara de muitos poucos amigos, acho que ele não curtiu muito a brincadeira. Dei um chute na canela do Andi e ele riu mais. - Não é brincadeira, eu tava examinando o seu namorado.


Tommy parecia que ía pular no pescoço do Andi.


- Andi tava examinando o meu corte. - Corrigi novamente.


- Se já terminou então pode ir. - Tommy falou com a voz bem autoritária.


- Nervosinho ele né! - Andi disse rindo em seguida.


Tommy se aproximou, me levantei do sofá e o Andi me olhou de novo mordendo os lábio.


- Tá olhando o quê?! - Tommy pergunta quase gritando.


- Estou só admirando. - Andi se levantou e segui o olhar dele direto pro meu corpo. Tinha esquecido que estava sem camisa até Tommy pega-la e joga-la em mim.


- Luka se veste! - Peguei a camisa e vesti.


- Ah não! Tava tão bom! - Disse Andi e Tommy deu um passo ficando na frente de Andi.


- Boa vai ficar sua cara depois de uns socos!


- Tenho a impressão de que te conheço de algum lugar, e seu nome não me é estranho. - Andi fez uma careta, franziu as sobrancelhas e contraiu os lábios, ele sempre faz isso quando está pensando muito, e pela cara, parecia que forçar o cérebro a se lembrar de algo doía bastante. - E também sinto que não é coisa boa.


- Ainda não tive o desprazer. - Tommy diz seco.


- Meninos, por favor… - entrei no meio dos dois antes que eles se soquem até a morte.


- Desculpe Lú, mas se namorado é muito marrento! - Ai meu Deus! Cadê minha mãe pra acabar com isso?!


Foi muito rápido, só ví um vulto ao meu lado e o Andi sendo empurrado no sofá.


- Cala a boca! - Tommy gritou. - O nome dele é Luka!


- Lú, Lúzinho, Lulú… - Tommy pulou em cima dele e o puxou pela gola da blusa vermelha, estava vermelho de raiva. - Qual era mesmo aquele apelido que te dei? - Andi continuou. - Ah! Menino de Chocolate… Porquê é irresistível.


Tommy empurrou Andi no chão e começou a tentar bater nele. Andi segurava suas mãos e rolavam pelo chão.


- Meninos! Parem! - gritei, mas nenhum dos dois me deram ouvidos. - Anderson e Thomas parem agora!! - nada adiantou.


Merda!!! Eu não conseguiria separar os dois sozinho. É bem provável que se eu entrar no meio iria levar um belo de um soco. Minha mãe não estava em casa, se tivesse ela iria entrar no meio e dar uma surra nos dois e depois bota-los pra fora.


Nath!!  É claro!!  Ela está no jardim com o Cass! Resolvido. Ela iria me ajudar.


- NAATHALIIIEEEEE!!!!! - gritei, espero que ela tenha escutado.


No mesmo instante sinto um vento frio por trás e dou um pulo pro lado quando ví ela parada atrás de mim. Ela estava com os olhos azuis arregalados.


- Vou vomitar! - ela segurou a barriga e fez uma careta.


- Como você fez isso? Como chegou aqui tão rápido?! - perguntei ainda parado encarando-a assustado.


- Não faço…idéia! - engoliu em seco. - Eu tava lá no jardim esperando seu irmão e…


- Depois cê me conta! Agora me ajude com eles! - apontei pros dois atracados no chão rolando de um lado pro outro. Andi ainda ria se divertindo, parecia uma criança brincando.


- Oops! - Nath correu pra cima deles e puxou Tommy de cima do Andi. Quando Nath o puxou ele parecia um boneco com menos de 1 quilo.


Anderson levantou e foi pra cima do Tommy, mas eu o segurei pelo braço e puxei, e por incrível que pareça, eu senti como se tivesse puxando uma caixa de isopor bem leve.


- Ai! Isso vai deixar marca! - Andi esfregou o braço onde eu puxei. Ele estava com um pouco de sangue no canto da boca.


- Desculpa, agora sossega!


- Mas…


- Mas porra nenhuma!!! Fiquem quietos se não vai ser eu que vou bater em vocês!! - Nath gritou e os dois ficaram paradinhos com o rabinho entre as pernas.


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Narrado por Sílvia:


Abri os olhos ainda meio desnorteada. Não fazia a menor idéia de onde estava. Eu tava deitada numa cama que parecia de… de pedra?!  Sim, uma cama de um tipo de pedra bem branca. Ao meu lado direito tinha outro bloco da mesma pedra branca e nela Martha estava dormindo calmamente, era o que parecia. Olhei ao redor da sala enooooorme. A minha esquerda tinha uma fileira de mais ou menos uns quinze do mesmo bloco branco do tamanho de camas de solteiro. Gente, pra quê tanta pedra branca?  Tá parecendo um ritual de pai de santo!


No meio do salão tinha uma mesa gigantesca, com o que parecia estar rodeado de umas cinquenta cadeiras, uma do lado da outra. Tanto a mesa quanto as cadeiras pareciam de vidro, mas pela aparência meio reluzente eu fiquei em dúvida se era mesmo vidro ou cristal puro. Na parede metálica atrás da mesa tinha o que parecia um telão que estava desligado e abaixo um painel gigante, tinha tantos botões que até fiquei tonta.


Num canto da parede metálica da direita, eu tive a visão do paraíso!... Uma prateleira com diversos tipos de armas. Aquilo era um sonho com certeza! Esfreguei os olhos pra ver se eu acordava, mas não era um sonho. Aquelas armas lindas estavam lá de verdade. Não eram Armas e Fogo, eram Armas Brancas, tipo, facas, punhais, adagas, katanas, Kunais, Shurikens, chicotes de ferro, espadas, um arco dourado com uma aljava de flechas pretas como pedras de Ônix, e muita outras armas.


- Ai! Que coisa! - Martha acorda e se senta na pedra branca. Olhou para todos os lados e parecia estar mais desnorteada do que eu. - Onde estamos?


- Não faço idéia. Mas eu a-d-o-r-e-i aqui!!! - me pus de pé e corri até a prateleira onde estavam penduradas as armas. - Olha isso!!


- Meu Deus!!! - ela apareceu do meu lado. - Eu quero a Katana !! - gritou enfiando a mão na prateleira e retirando a espada ninja.


- Eu quero a Sai ! - peguei a adaga prateada com detalhes em espirais dourados. A Sai parecia mais um espelho de tanto ser polida.


Martha me atacou, mas eu fui rápida e desviei, investi com a Sai e ela pulou por cima e mim e tentou acertar minha cabeça com a Katana, pus a Sai na frente causando um impacto e faíscas entre as duas armas. Continuamos num bate-bate de Katana e adaga,  faíscas dançavam entre nós e riamos muito. Não nos divertíamos desse jeito há muito tempo. Me fez lembrar de casa, de como eu, Martha e Céldhea brincávamos com as espadas. Para nós, tentar acertar uma a outra com uma espada de ouro que cortava até diamante era brincadeira, já para as outras pessoas, eram três malucas que riam tentando se suicidar.


- Você tá parecendo a Kill Bill! - eu disse à ela rindo.


- Vou arrancar o seu olho pra ficar melhor! - retrucou e investiu com a Katana. Dei um mortal pra trás e defendi o golpe seguinte.


- MAS O QUE ESTÃO FAZENDO?!!! - uma voz grossa ecoou pelo salão nos fazendo parar de movimentar as armas.


- Calma Marcus! - Martha ri. - Estamos nos divertindo como não fazíamos há muito tempo!


- Suas doidas! Deviam estar deitadas se recuperando!


- Eu não deito naquela pedra de jeito nenhum! - eu falei apontando pra pedra branca onde estava deitada. - E se eu ficar com dor nas costas você vai acordar sem parte da orelha!


- É! - Martha concordou e cruzou os braços.


- Mas aquilo são pedras de quartzo branco, serve pra por os chakras de vocês em ordem!


- Pera! Em primeiro lugar: que lugar é esse? - perguntei.


- Ah… é meio complicado.


- Então pode começar a explicar! - Martha e eu pusemos a Katana e a Sai no lugar.


- Tá, vamos lá… - Marcus começa. - Quando chegamos aqui, há quatorze anos, e construímos nossas casas, Turok ficou com medo de nos procurarem e decidiu criar um esconderijo bem protegido para ficarmos. Então eu, Turok, Aldei, Hantai, Sheeva e Tânia construímos esse lugar no subterrâneo.


- Quer dizer que construiram isso tudo em baixo da sua casa e nós não sabíamos de nada?!! - perguntei e estava muito irritada. Odeio quando escondem coisas desse nível de mim!


- Na verdade não é bem em baixo da minha casa… é abaixo da nossa casa.


- O QUÊ?!! - eu e Martha gritamos juntas - Esse lugar vai até minha casa?!


- Esse lugar vai até metade da cidade. Existem uns duzentos cômodos aqui.


- UAU! Pra quê tanto cômodo? - Martha olha em volta.


- Alguns são quartos; alguns são depósitos de armas; alguns são salas de treinamento de cada modalidade de combate equipadas com diversas armas de combate corpo-à-corpo e à distância.


- Depois eu quero ver cada uma dessas salas de treinamento! - Martha disse.


- Eu também! - falei.


- Ok, depois. Também tem as enfermarias, com diversos blocos de quartzo e outros tipos de pedras energéticas. Vocês estavam numa Calcita amarela, depois de trinta minutos eu as trouxe pro quartzo branco.


- Mas, que eu me lembre a Calcita amarela é pra…


- Exatamente. - Marcus me interrompeu. - Quando eu perguntei a vocês onde estava doendo, ambas puseram a mão um pouco acima do umbigo, que é onde fica o chakra do plexo solar.


- A Calcita amarela acalma os chakras, e está ligada ao plexo solar. - lembrou Martha. - Mas por que nosso plexo solar enlouqueceu?


- Examinei vocês e não encontrei nada de diferente, o que me levou a uma questão não muito boa.


- O quê?


- As mães sempre tem uma corrente afetiva com os filhos. Se os filhos estão com algum problema, o instinto das mães tende a avisa-las primeiro de algum jeito.


- Quer dizer que nossos filhos estão com problemas?


- Em parte sim. O plexo solar, como sabem, está ligado à raiva e ao excesso de energia.


-Então o Luka ou a Nathalie estão tendo problemas com a raiva ou estão com um excesso de energia?


- É, e quando digo Excesso, eu quero dizer Muita, mas Muita energia! - ele movimentou os braços no ar. - Se fosse um excesso pequeno, vocês sentiriam apenas pontadas na barriga, mas vocês desmaiaram por duas horas e isso quer dizer que é um excesso muito grande!


- E o que temos que fazer? - perguntei.


- Ou ficamos prados vendo eles gastarem a energia lá em cima, o que é muito ruim, porque eles não tem nenhum controle e vão acabar causando um desastre; ou podemos contar a a verdade e traze-los pra treinar e gastar a energia aqui em baixo.


Fudeu!  Agora tenho que escolher entre contar a verdade e salvar a cidade ou não falar nada e destruir a mesma.


- Como ninguém percebeu que tem uma base subterrânea abaixo da cidade? - Martha perguntou olhando pro enorme lustre de cristal com pequenas pedras de quartzo de diversas cores acima de nós.


- Nós construímos as paredes com chumbo, Onix e Hematita. O chumbo nos protege de sermos vistos pelos satélites e é a prova de som; o Onix desvia qualquer rastreador ou qualquer atenção desnecessária; a Hematita é uma barreira anti-psique, que não permite a entrada de espíritos negativos e projeções telepáticas.


- UAU! Que maneiro!


- Podemos nos divertir mais agora? - perguntei olhando pra Martha com um sorriso maléfico.


- Nem pensar!! Nós vamos subir e retomar nossa rotina normalmente! - nega Marcus


Martha me lançou um olhar que eu entendi logo de cara. Graças à corrente de ligação nós quase sempre sabemos o que a outra está pensando.


Marcus se distraiu por alguns segundos olhando o relógio no pulso, foi a hora perfeita pro ataque!... Eu mirei na perna direita dele e Martha na esquerda. Demos uma rasteira e o derrubamos de costas no chão, o impacto das costas dele fez um barulhão.


Nós duas fomos na prateleira e eu peguei duas adagas gêmeas com o cabo bem preto detalhado com curvas e desenhos de cobras e a lâmina metálica que refletia a luz do salão. Martha pegou um sabre que tinha o que parecia ser desenhos egípcios. Nos posicionamos a uns dois metros de Marcus, eu à direita e Martha à esquerda dele.


- Filhas da mãe, vão se arrepender disso! - ele murmurou ainda jogado no chão.


- Ai que Medo! - Martha ri.


Marcus ergue a mão e um punhal voou da prateleira bem na mão dele.


- Vocês que pediram! - e avançamos pra cima dele.


Ficamos lá brincando disso por um tempão. Eu desviava do sabre da Martha e defendia o punhal do Marcus que quase decepou meu nariz.


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Narrado por Luka:


A Nath e eu conseguimos separar o Tommy e o Andi da briga. Tommy o encarava com fúria nos olhos, Andi tinha um sorriso divertido no rosto e as vezes piscava pra mim na cara dura!


Nath mandou os dois se desculparem mas os dois permaneciam calados. Tommy sentou-se no sofá à nossa esquerda e Andi no da direita, só a mesa de vidro separava os dois.


- Andem! Thomas, peça desculpas! - Nath mandou batendo o pé constantemente.


- Mas ele que começou! - Thomas se defendeu.


- Ele que partiu pra agressão! - disse Andi.


- Você provocou! - Tommy rangeu os dentes.


- Eu agi normalmente. A culpa não é minha se o nervosinho é pavio curto!


- Vou te mostrar o nervosinho! - Tommy se levantou do sofá e contornou a mesinha de vidro.


- CHEGA!!! - gritei, acho que minha voz saiu muito mais alta e mais grossa do que o esperado, porque a Nath deu um pulo e me olhou assustada. Tommy parou e me olhou com os olhos arregalados, assim como Andi que parou de sorrir.


- UAU! - Nath balbuciou ao meu lado.


- Não importa quem começou!! - falei com a voz bem firme. - Eu quero que vocês peçam desculpas um para o outro agora!!


- É melhor vocês cooperarem. Eu nunca ouvi esse tom de voz dele. - Nath disse e se afastou um passo de mim.


- Thomas?! - ele voltou e sentou onde estava. Olhou nos meus olhos e então abaixou a cabeça.


- Desculpa. - ele disse baixinho e ergueu a cabeça olhando pro Andi. - Desculpa por ter partido pra cima de você.


- Andi? - ele continuou calado. - Anderson?! - hesitou por um momento até que disse:


- Foi mal pelo o que eu disse. Acho que exagerei um pouquinho.


- Agora apertem as mãos como dois amigos fazem. - Nath mandou e meio hesitante os dois se cumprimentaram.


- Ótimo. Agora peço que vão pra casa esfriar a cabeça. Preciso ficar um pouco sozinho. - fechei os olhos por alguns segundos e uma dorzinha na cabeça veio mas logo desapareceu. - E mais uma coisa, se eu souber que brigaram de novo eu vou ficar muito magoado com os dois.


Anderson se levantou e veio até mim, me beijou na bochecha e sussurrou um Desculpe no meu ouvido. Tommy pareceu não gostar muito daquilo, e quando Andi foi embora ele soltou fogo pelas ventas.


- Vou matar esse cara! Como ele se atreve a beijar o meu namorado?!


- Ele é meu amigo, sempre faz isso, é um beijo de amigo, e foi no rosto!


- Mesmo assim!


- Tommy vai pra casa por favor. - Não queria continuar com aquela discussão, não tínhamos nem uma semana de namoro ainda e já estávamos discutindo. Ele suspirou e me puxou pra um abraço.


- Desculpe. - ele sussurrou e me deu um selinho.


Ele foi embora e eu subi correndo pro meu quarto e me joguei na cama. Nath bateu na porta e eu pedi que ela entrasse. Ela sentou na minha cama, passou a mão no meu cabelo e se deitou ao meu lado.


- Quer que eu dê um jeito nos dois? - eu ri. Só ele pra me fazer rir.


- Não obrigado.


- Se quiser que eu dê uns tapas naquelas bundas gostosas deles é só pedir.


- Só você pra me fazer rir.


- Ué, sou sua melhor amiga, esse é o meu trabalho!


- Eu te amo sabia? - Me virei e olhei nos olhos dela.


- Sabia, e quem não me ama.


- Hahaha engraçadinha.


0 Tô brincando! Também te amo! - ela pulou em cima de mim e me abraçou bem apertado. Bem apertado mesmo! Ela só parou quando houve um estalo no meu ombro.


- Au!


- Desculpa. - ela rolou pro lado e riu.


- Te proteger também é o meu trabalho, sou seu melhor amigo.


- Então. 0 ela pegou minha mão e entrelaçou nossos dedos. - Eu te protejo e você me protege, melhores amigos pra sempre!


- Melhores amigos pra sempre! -  apertei um pouco a mão dela. Não sei como seria minha vida sem ela. Já me meti em algumas encrencas sem querer, Nath sempre me ajudou a sair delas. Ela também já se meteu em várias encrencas, mas não foi sem querer, e eu sempre a ajudei a sair. Nathalie é minha melhor amiga, desde que nascemos nos damos. Na verdade eu a considero minha irmã. é isso que ela é…. Minha irmã!


Ela é minha irmã gêmea, mesmo tendo nascido apenas duas semanas depois de mim. A Nath é a irmã que eu e Cass nunca tivemos.


- Na verdade… Irmãos!


- Irmãos. - Ela repitiu sorrindo.


Os olhos dela estavam brilhando de felicidade, até que aquele brilho ficou mais intenso e o azul se transformou num amarelo meio alaranjado hipnotizante. Nunca tinha visto aquele tom e era muito lindo! Pareci os olhos de um lobo, bem amarelo, mas muito mais brilhantes.


- Nath… seus olhos… estão brilhando! - digo tentando me levantar da cama, mas parecia que eu tinha sido acorrentado nela.


- Os seus também! - ela moveu somente o pescoço. - Luka, não consigo me mover!


- Nem eu! - olhei nos olhos dela e estavam num amarelo selvagem. - Seus olhos estão muito amarelos!


- Amarelo?! credo! Amarelo não combina com essa roupa! - ela levantou o olhar e ficamos nos encarando deitados. - Os seus estão azuis, muito azuis!


MERDA!!!  o quê está acontecendo?!


Quando estava quase desistindo de tentar me levantar, nosso corpo foi lançado pra frente e caímos de pé fora da cama. Nós nos olhamos assustados e ficamos paralisados alí olhando um pro outro.


Nós ainda estávamos de mãos dadas, tentei largar a mão dela mas não consegui, parecia que tinha Super Bonder nas nossas mãos.


- Não quer sair! - disse ela puxando a mão presa com a outra mão que estava livre, mas sem sucesso.


Com a mão livre, eu comecei a tentar ajudar a Nath a separar nossas mãos coladas, mas o que aconteceu foi que as nossas mãos livres se atraíram e se juntaram igual a dois ímas. Agora nossas duas mãos estavam grudadas… Fudeu!!


Aquilo estava me assustando muito, e pelo visto, à Nath também. Eu nunca ví nenhum ser com os olhos iguais aos dela… A não ser que seja uma pessoa usando lentes de contato amarelas super brilhantes. Aposto que nenhum de vocês tenham visto algo assim.


Paramos de tentar separar nossas mãos e ficamos parados com os braços esticados e os nossos dedos cruzados uns aos outros.


- E agora?! - ela gritou.


- Não sei!!! - gritei de volta.


- Que porra é essa?!!! - os olhos dela deslizaram pro meu peito, ela arregalou mais ainda os olhos, que agora pareciam dourados, estava com cara de pavor.


Segui o olhar dela e me assusteiví vários fios azuis reluzentes saindo do meu peito. Nela não foi diferente, vários fios amarelos reluzentes saiam do peito dela.


- Ai meu Jesus! Que merda é essa?! - disse ela olhando pros fios amarelados saindo dela.


Os fios foram saindo do nosso peito como se fossem minhocas saindo da terra. Eles foram ficando maiores, eu e a Nath esticamos os braços formando um círculo. Os fios azuis pareciam estar chamando os amarelos e vice-versa. Nós nos entreolhamos e percebi que o brilho dos seus olhos estavam diminuindo.


Quando os fios se encontraram houve um pequeno estalo e então uma bola brilhante começou a se formar entre nós, os fios estavam ligados na bola que brilhava como uma lâmpada de duas cores bem fortes.


- UAU! Que maneiro! - Nath agora sorria olhando pra bola que crescia cada vez mais e variava no azul e no amarelo.


A bola estava ficando enorme. Houve outro estalo, só que esse foi muito mais alto que o outro. A bola ofuscou umas três vezes, a última vez o brilho foi mais intenso… a bola de luz azul e amarela explodiu…


- Ai meus olhos! - fechei os olhos quando a bola explodiu lançando flashes de luz por todo o quarto.


Quando abri os olhos tive uma visão inesperada e linda… O meu quarto estava escuro e pequenos flocos de luz pairavam no ar, como se estivéssemos no espaço e aqueles pontinhos brancos fossem as estrelas


Aquilo era lindo! Um sorriso se formou nos meus lábios, Nath também sorria e olhava pra todos os lados vendo cada pontinho e as faixas azuis e amarelas que passavam entre nós.


- Que lindo! Estamos no espaço!


- Maneiro!


- Ai meu Deus Luka! Olha pra sua direita!! - ela desfez o sorriso e arregalou os olhos.


Quando olhei ví uma figura feita de luz… verde?! É, um verde claro muito lindo!


Ele veio caminhando lentamente e parou ao nosso lado. A minha mão direita descolou da mão da Nath. O cara verde brilhante ergueu as mãos e parecia querer que nós as segurássemos. Eu e a Nath nos olhamos e erguemos as nossas mãos descolada, tocamos as mãos verdes brilhantes e na hora senti uma pressão na palma da minha mão.


Comecei a ficar enjoado, estava com náusea, o cara de luz verde se abaixou e se separou em duas partes.


Tá bom! Agora falando sério! Aquilo sim era assustador!!!


Nossas mãos pareciam estar sugando as partes separadas da figura de luz. O quarto voltou a ficar claro com a luz da tarde. Nossas mãos se descolaram e minha visão ficou turva.


- Eu… não estou… me sentindo… bem…


- Acho que eu vou… - antes que Nath terminasse, ví ela caindo no chão desmaiada. Meu corpo ficou fraco e também caí no chão… escuridão total…


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Narrado por Thomas:


Tinha acabado de sair da casa do Luka. Quem aquele cara pensa que é pra beijar meu namorado?!


Se não fosse pelo Luka eu iria socar ele até ver a alma dele saindo do corpo! Mas não quero magoar meu anjinho, então é melhor esquecer aquele Anderson.


Cheguei em casa e já vieram me encher.


- Meu filho, se arrume bem que á noite teremos um jantar em família e nesse jantar terá uma surpresa! - Disse minha mãe toda sorridente.


- Tá, também quero contar uma coisa pra vocês.


- Contar o quê?


- No jantar a senhora vai saber. - Comecei a subir as escadas, minha casa é enorme, então eram muitos degraus pra subir.


- Ah tom, me conta! é namorada nova? Prometo que não conto pra ninguém!


- Tchau mãe. - entrei no quarto e fechei a porta.


Eu já queria há um tempo contar pros meus pais que sou gay, mas a coragem não ficava do meu lado. Mas depois do que a senhora Sílvia me disse, tomei coragem o suficiente pra contar, e nesse jantar seria a hora perfeita.


Mas e se não aceitarem e eu for expulso de casa?


Peguei meu celular e liguei pra tia Débora. Nós somos muito próximos, eu amo minha tia e sempre falo isso pra ela, ela diz que é minha segunda mãe já que a irmã não tem tempo pros filhos, e é verdade, minha mãe nunca teve tempo pra nós, sempre trabalhando e viajando.


Iria contar tudo pra minha tia, eu sei que ela vai entender e me apoiar nas minhas escolhas como sempre fez. E se meus pais me expulsassem, tenho certeza que ela vai me ajudar e não me julgar.


- Alô? - ela atendeu.


- Oi tia, sou eu.


- Ah, oi meu amor! O que foi,, aconteceu alguma coisa? - como sempre preocupada comigo.


- Não tia, eu só queria te contar uma coisa.


- O que é: - senti minhas mãos suarem e um frio percorreu minha espinha. Fiquei em silêncio por um tempo. - Tom? Ainda está aí?


- Tô sim tia, é que…


- Calma meu amor, pode falar, respira e fala.


Respirei fundo e soltei tudo de uma vez só.


- Tia eu sou gay.


Uns segundos de silêncio e então ela falou:


- E o que tem isso? É normal, não vou te julgar e nem brigar com você. É a sua vida e eu vou te amar de qualquer jeito.


- Obrigado, eu também te amo tia. - lágrimas caíram do meu rosto e pingaram sobre minha grande cama de casal.


- Sinto que tem algo a mais aí. O que é?


- É que… hoje tem um jantar em família aqui e…


- E você quer contar aos seus pais nesse jantar?


- É. Mas eu tô com medo de me expulsarem de casa. O que eu faço tia?


- Vamos fazer assim, você conta e se brigarem com você ou te xingarem, ou até mesmo te expulsarem, venha imediatamente pra cá, entendeu?


- Sim, entendi, Eu te amo tia. - desse já começando a chorar.


- Não chora meu amor, eu tô com você.


Ficamos conversando pelo celular por um bom tempo. Só desligamos quando a Cida, empregada de casa, bateu na porta dizendo que o jantar estava pronto. Minha tia disse um Boa Sorte antes de desligar.


Desci e estavam todos na mesa, até minha irmã Thalita e a pessoa que eu pensei que havia me livrado pra sempre… meu irmão mais velho Roberto.


Meu irmão sempre foi o filho perfeito, o preferido da mamãe e do papai. Ele adorava competir comigo, sempre brigávamos por causa disso. Quando eu arrumava uma nova amiga, ele sempre pegava elas pensando serem minhas namoradas, aí ele as largava como uma embalagem de bala. Depois que comeu a parte boa, jogou a embalagem fora. Aí elas se afastavam de mim e eu ficava sozinho sem minhas amigas, somente tinha a amizade com meu amigo inseparável, Claudio, que nos separamos quando eu me mudei pra outra cidade. Minha vida mudou completamente quando meus pais mandaram Roberto pra Itália.


Na mesa estavam minha mãe e meu pai, minha irmã e meu irmão mala, meus três tios paternos e quatro primos.


Cumprimentei todo mundo e sentei-me ao lado da Thalita.


O jantar estava completamente chato! Até que começaram a falar da joalheria Glamour e de como as joias de lá eram lindas. Lembrei do Luka e fiquei com saudades. Imaginei nós dois caminhando felizes de mãos dadas pela rua sem ter medo de ninguém, isso me fez abrir um sorriso involuntário.


- Por que está sorrindo tanto Thomas? - perguntou minha mãe do outro lado da mesa.


- Só estava pensando.


- Sei, o que você queria nos contar nesse jantar? - meus ossos congelaram na hora.


- Eu… - todos ficaram quietos e me olharam.


- Você o quê? - meu pai se pronunciou.


Vamos lá! Coragem Thomas!


As mesmas cenas de eu e Luka de mãos dadas passaram pela minha cabeça.


- Ah que se foda! Eu sou gay!


Uns minutos de silêncio mortal.


- Está falando sério? - meu pai deposita os talheres sobre o prato.


- Sim estou! Não aguento mais esconder!


- Eu tenho um irmão gay? Ai que tudo! - Thalita sorriu e todos agora encaravam ela.


- Thomas, venha agora! - meu pai se levantou e eu fui atrás dele.


Saímos da sala de jantar e fomos pra sala de estar. Ele me encarava e parecia não ter gostado daquela cena.


- Diz que estava brincando, por favor.


- Não pai, eu não estava brincando, eu sou gay e acabei de assumir pra todo mundo.


- Então eu quero que você suba pro seu quarto, pegue suas coisas e caia fora da minha casa.


por mais que eu quisesse falar alguma coisa, as palavras não saíam. Os olhos castanhos dele me encaravam com raiva.


- Não quero um ser sujo perto de mim! Você me fez passar vergonha na frente dos outros moleque!!! Por que você não pode ser como o seu irmão que gosta de buceta e não de rola?!!! - por mais que ele me ofendesse eu não conseguia chorar, agora estava com raiva por ele ter me comparado com o Roberto.


- Nem em nenhuma encarnação eu quero ser como o Roberto! O seu queridinho não é?! Nunca deu devida atenção a mim e à Thalita! Sempre foi o Roberto!


- Não…


- Você Dr. Ricardo, nunca foi um pai de verdade pra mim!! - A fúria nos olhos dele só aumentava. Ele me segurou pelo colarinho da blusa bege e me deu um soco.


Pus a mão no canto dos lábios e estava com sangue, o gosto de ferro invadiu minha boca.


- Agora eu sei, você nunca será um pai de verdade!


- Vá pra longe dessa casa e não volte nunca mais, tá entendendo?! Nunca!!! Você é uma vergonha e eu tenho nojo de você! Considere-se órfão a partir de hoje!!


- Pode deixar Dr. Ricardo. você nunca mais vai ver esse ser aqui. - subi pro meu quarto e bati a porta com tanta força que quebrou a tranca.


Me joguei na cama e pensei no Luka, em como agora eu seria feliz com ele.


Minha vez de ter a felicidade!


Liguei pra minha tia e contei tudo o que aconteceu. Ela dizia que meu ex pai iria se arrepender amargamente por isso.


- Não fique triste meu amor, quando uma pessoa ama de verdade, ela briga, mas a tristeza toma conta e a faz perceber o quanto a outra é importante.


- Já ouvi isso de alguém. - me lembrei do que a mãe do Luka me disse.


- Então essa pessoa está certa! Agora venha imediatamente pra cá, o seu quarto está sempre à sua disposição!


- Já chego aí, tchau tia.


Desliguei e desci, não iria levar nada daquela casa. Quando ví todos conversando e meu ex pai sorrindo como se nada tivesse acontecido, a raiva tomou conta, iria acabar com aquele jantar!


- Oi pessoal, vim me despedir de vocês. - falei entrando na sala de jantar e ficando ao lado de Thalita.


- Ué Tom, vai pra onde no meio da noite? - perguntou Thalita.


Olhei pro meu pai… quer dizer, Dr. Ricardo e soltei um sorrisinho.


- Ah é que o doutor Ricardo acabou de me expulsar de casa e eu tenho que ir pra algum lugar. - pronto, jantar destruído.


- O QUÊ?!!! - minha mãe e Thalita gritaram e todos olharam pro Dr. Ricardo.


- Como pôde fazer isso pai?! - Thalita se levantou empurrando a cadeira.


- Acho bom eu ir, tchau pra todos. Tchau mãe, tchau Tatá.


- Pra onde você vai Tom?! - Thalita segurou meu braço.


- Não sei, vou andar por aí. - menti.


- Vou com você. Não consigo mais ficar aqui. - ela se despediu de todos menos do Dr. Ricardo.


A Tatá é bem diferente do Roberto. Ela é a melhor irmã que eu poderia pedir. Era ela quem me defendia nas broncas do Dr. Ricardo, ela sabia que era o Roberto que tramava as coisas pra mim levar a culpa. Ela também nunca teve a devida atenção dos nossos pais, mas não ligava pra isso.


No carro ela começa com as perguntas de: o que o pai disse?; ele fez algo com você?...


Respondi as perguntas e ela ficou furiosa quando contei do soco que levei dele.


- Onde quer ir? - ela perguntou.


- Pra casa da tia Débora.


- Tá bom.


E fomos a caminho da casa da nossa tia… Thalita decidiu dormir lá comigo, o Marido da nossa tia Francisco, ou Frank como o chamávamos, estava viajando e ela estava sozinha naquela casa….


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Pessoal, vocês devem ter achado algumas palavras aí meio estranhas, alguns devem saber o que são… mas quem não souber é só se informar no Google ok?Agora vou lá no Wattpad rapidinho e depois vou deitar no meu caixão e tirar um belo sono! BJOSSS♥♥♥ ( \xcb\x98 \xc2\xb3\xcb\x98)\xe2\x9d\xa44

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