Então gente… este conto não acho que não servem para aqueles curtem algo sexual. É um romance, uma história de amor e aprendizado com pitadas de romance gay. É bom relaxarmos e curtimos uma leitura leve .

*Se vocês curtiram por favor comentem e votem no meu conto e ajudem a divulgar também para amigos e colegas. Agradeço vocês e boa leitura.

“A vida é uma estrada que leva a muitos caminhos, alguns deles podem ser tortuosos, outros levam ao caminho certo. O importante é fechar os olhos e deixar que ela nós guie… não importa o que aconteça, para que juntos possamos encontrar a verdadeira felicidade.”

Chamo-me Pedro Augusto Soares, tenho 22 anos, curso a faculdade de publicidade, gosto das coisas simples da vida ficar na companhia dos meus amigos e familiares, sou o filho do meio de três irmãos. Meu irmão mais velho se chama Paulo Eduardo Soares, 25 anos, e a minha irmã caçula Priscila Luana Soares, 18 anos. Como você pode perceber meus pais gostam de nomes compostos. Contarei agora a nossa historia que é marcada por superação, amor e principalmente amizade.

Meus pais se casaram cedo e tiveram meu irmão nos primeiros meses de casamento, depois vim eu e por último a Patrícia. A nossa infância foi maravilhosa, na verdade se eu for analisar creio que foi a melhor época da minha vida. Não havia problema tudo era basicamente brincadeira e mais brincadeira. Lembro que quando éramos pequenos as pessoas nos chamavam de os ‘três mosqueteiros’.

Paulo logico era o líder do bando sempre autoritário e mandão a Priscila já era o espirito livre fazia o que queria, na hora que queria. Sempre rolava confusão de irmão entre eles e eu era obrigado a separar e apaziguar as coisas. Lembro de uma vez em que fomos à praia, quanto tinhas uns 10 anos e nos desentendemos com uns moleques que nos não conhecíamos, agora não lembro o motivo, mas no fundo eu tinha orgulho de ter o Paulo como irmão sempre nos protegia e sabia como agir.

- Eu seus vocês são loucos? – disse um garoto grande e gordo tirando o pirulito das mãos da Priscila.

- Cara, não queremos confusão é melhor ficar na tua. – retrucou calmamente Paulo olhando para mim.

Aquele olhar significava duas coisas: Segura ele que eu arrebento ou pega a Priscila e sai correndo. Eu realmente decidi pela segunda opção peguei a minha irmã e sai arrastando ela pela praia, quando ela força e me segura.

- Não eu quero o meu pirulito. – disse ela correndo para cima do gordo sem um pingo de medo.

- Priscila espera! – gritei.

A confusão estava armada na praia. Imagine a cena, minha irmãzinha segurando no pescoço de um garoto que tinha o triplo do tamanho dela e o meu irmão sendo massacrado pelos amigos dele. Infelizmente nessa situação eu não tive opção, corri feito um louco para ajudar o Paulo, realmente não sei como conseguimos, mas depois que chamamos a atenção de um grupo de guardas os meninos fugiram.

Nossos pais estavam na casa de verão não muito distante quando a campainha tocou.

- Boa tarde. – disse, meu pai sem entender nada.

- Senhor esses são seus filhos? – perguntou o guarda.

- Sim acho que são eles sim, tirando os hematomas e sangue são meus filhos sim, seu guarda. – confirmou.

Minha mãe entrou na sala e fez o que toda mãe faria naquela situação. Correu em nossa direção e praticamente nos tirou das mãos do guarda.

- Meu Deus… O que aconteceu com os meus filhos? – Gritou. – Meus bebês todos cheios de sangue. Vêm cá filhinha, olha só esse cabelo.

- Seus filhos arrumaram confusão com uns trombadinhas. Eles deram sorte que eu cheguei na hora. – explicou o guarda.

- Pode deixar seu guarda, vou ter uma conversa com meu filho mais velho. Essa situação não vai mais se repetir. – disse meu pai com um olhar severo.

Meu pai levou meu irmão para o quarto e minha mãe nos levou ao banheiro para lavar nossas feridas de guerra. Eu lembro que ela passou um remédio, mas eu fiquei preocupado mesmo foi com o Paulo, ele não foi o único que brigou. Eu merecia a culpa mais que ele, já que tentei fugir. Minha mãe nos levou para o quarto e nos deixou assistindo televisão eu e Priscila ficamos em absoluto silêncio e esperamos por quase uma hora nosso irmão voltar.

Quando ele entrou no quarto era visível que ele estava chorando, o olho vermelho denunciava. Patrícia gentilmente pegou na mão do nosso irmão e o deitou na cama e o abraçou, ele não segurou as lágrimas e começou a chorar. Eu sentei perto dele e notei as costas vermelhas e tentei ser forte e confortar meu irmão. Ele levantou enxugou as lágrimas e disse:

- Nunca eu deixaria ninguém fazer mal a vocês. Nem que pra isso eu tenha que levar uma surra todos os dias. – confessou nos abraçando.

- Eu sei. – concordei. – Vamos fazer um pacto hoje, não importa como, sempre defenderemos uns aos outros. Somos irmãos de sangue e nada pode mudar isso. – olhei para os dois.

O tempo foi passando e nós fomos crescendo, mas nunca esquecemos aquele dia. Sempre dávamos cobertura uns aos outros como verdadeiros cúmplices. Não vou dizer que não brigávamos, pois, estaria mentindo, coisas de irmãos mesmo.

O momento mais difícil para a vida de qualquer pessoa deve ser o ensino médio, eu lembro que eu sofria muito por ser diferente. Enquanto o meu irmão e nossos amiguinhos se reuniam para jogar futebol ou vídeo game, eu vivia afastado. Quando completei 16 anos fomos convidados para uma festa na casa de um amigo do Paulo, ele pegou o carro e fomos para o local do evento.

Quando chegamos lá estava à turminha do futebol e uns amigos da escola, não preciso nem dizer que o meu irmão era o cara mais popular do nosso colégio. Até mesmo depois de formado, já que ele havia começado a faculdade de engenharia eletrônica, eu e a Patrícia falamos que a área dele não era essa, mas ele sempre teve a cabeça dura. Todo mundo se divertia naquela maldita festa menos eu. Decidi ir para uma parte afastada e fiquei apreciando a noite.

- A festa fica para outro lado.

- Oi Marcio, tudo bom? – perguntei.

- Sim, estou ótimo. Reparei que você estava se distanciando da turma.

- Reparou… pensei que eu havia sido mais sutil… droga, não foi dessa vez. – brinquei.

- Você tem alguma coisa de diferente Pedro? – perguntou Marcio se aproximando de mim.

- Mesmo? Eu não acho, sou normal. Apenas um garoto… normal. – falei tropeçando nas palavras.

- Posso te falar uma coisa?

- Claro… pode…perguntar.

- Você é gay?

- Claro que não, não, não, nada gay. – respondi saindo de lá.

Não conseguia respirar. Que pergunta foi aquela? Comecei a procurar meu irmão, queria sair o mais rápido possível daquela casa. Subi e não o encontrei, quando desci as escadas encontrei Marcio conversando com outro rapaz. Fui até a cozinha e encontrei meu irmão conversando sobre futebol.

- Paulo, eu quero ir embora.

- Pedro aconteceu alguma coisa? – perguntou se aproximando de mim.

- Não, apenas quero ir embora para casa. Vamos.

- Tá bom. – disse ele sem entender.

No caminho de volta pra casa fiquei em silêncio. Meu irmão tentou algumas táticas idiotas para me fazer falar, mas eu não estava conseguindo entender. Eu pedi para ele encostar o carro e abaixei minha cabeça e comecei a chorar. Ele logo parou com as brincadeiras me abraçou e perguntou o que havia de errado.

- Paulo… eu…

- Pedro você está me deixando assustado, mano o que aconteceu? – perguntou.

Eu sabia qual era a resposta, sabia disso há muito tempo, só precisava desabafar com alguém. Eu sempre nutri sentimentos por homens, essa vontade ficou maior quando fiz 15 anos. Imaginava a reação dos meus pais sobre a minha opção, pensava nos meus irmãos. Tinha que manter a pose de bom filho, de bom irmão, mas essa angustia acabava comigo. Em dois momentos da minha vida pensei em suicídio, não segui essa opção por covardia, não seria a primeira vez. Paulo a cada minuto ficava angustiado, nervoso ele perguntou.

- Foi algo que eu fiz? Cara, pelo Amor de Deus fala alguma coisa…

- Eu, sou… eu sou gay.

- Mas…

- Eu precisava contar isso para alguém, eu não conseguia carregar isso sozinho, eu não sei o que fazer preciso da tua ajuda.

- Pedro… eu não… a quanto tempo você...

- Desde sempre. As pessoas estão percebendo, tenho medo que os nossos pais saibam e me expulsem de casa. O que eu faço?

Meu irmão não esboçou reação alguma. Ligou o carro e seguimos para casa, fiquei envergonhado demais, lógico quem não ficaria. Não conseguia olhar para o Paulo. Me senti culpado depois de jogar toda a novidade em cima do meu irmão. Sabia que ele ia precisar de um tempo para digerir tudo aquilo. Cheguei em casa tomei um banho e deitei, não consegui dormir, o despertador tocou e eu levantei, tomei um banho rápido e fui para a escola sem tomar café. Não conseguiria encarar meu irmão, não naquele momento.

Quando cheguei na escola vi o Marcio e os amigos deles conversando e rindo todos apontando para a minha direção. Minha amiga chegou perto de mim e perguntou.

- Você é louco?

- Como assim? O que foi Andrea?

- O Márcio está falando para todo mundo que você tentou agarrar ele na festa da Renata.

- O que?

Eu não sabia o que sentir. Sabe aquela sensação que todo mundo está olhando para você? Eu sei. Ouvia os risos e comentários. Foi então que o inferno colegial começou na minha vida. Passei o semestre todo sendo empurrado, humilhado e ponto de referencia de toda a escola. O Marcio é quem mais infernizava a minha vida. Acho que ele sentia prazer em me ver sofrer. Meu irmão passou dias sem falar comigo. A pressão da escola. Minha vida não poderia estar pior. Um dia eu cheguei em casa, entrei no banheiro e peguei duas navalhas e coloquei perto do meu pulso. Naquele momento pensei: é isso. Agora tudo vai acabar?

- Tú é louco?! – gritou meu irmão. – Pedro o que significa isso? Me diz? Quer matar os nossos pais? – meu irmão me abraçou.

Começamos a chorar os dois no banheiro. Pedi desculpa e contei o que estava acontecendo. Paulo disse que lembrou o que havia acontecido anos antes na praia e falou que a promessa ainda estava de pé. Ele falou que quando nossos pais chegassem do trabalho iriamos conversar. Apesar do apoio do meu irmão, eu não estava preparado para a Grande Revelação. Pensava em ir para a faculdade e me formar. Mas meu irmão falou que quanto mais demorasse, mais eu me negaria a contar.

Nossos pais chegaram de uma festa da amiga da Priscila. Paulo informou que precisaríamos conversar no escritório para ter uma privacidade maior. Meu pai olhou sério para nós, acho que ele pensou que fosse algum problema com o Paulo e não comigo.

Ahhh… Uma coisa que eu esqueci de contar. Meu pai se chama Rodolfo e minha mãe Paula, eles se conheceram no colegial no estado do Pará e juntos decidiram vir para São Paulo, eles lutaram por uma melhor condição de vida e conseguiram. Meu pai se formou em administração e minha mãe marketing. Eles construíram uma rede de lojas e acabou virando uma empresa de comerciais.

Ansiosos eles queriam saber o motivo de uma conversa tão particular. Entramos na sala e meu coração estava para pular do meu peito. Eu amava todos e não queria mentir. Naquela situação a única que ficou de fora foi a minha irmã Patrícia, eu achava muito nova para aquela conversa. E eu tinha vergonha exclusivamente dela, pois, afinal eu era o seu irmão mais velho.

- Mãe. Pai. O Pedro tem uma notícia para dar a vocês. Pode falar.

- Eu…eu… – olhei para o meu irmão e ele consentiu com a cabeça.

Esse foi um dos momentos mais difíceis que eu já tive na vida. Quando eu falei para os meus pais, pareceu que o tempo parou. Lágrimas escorriam dos olhos de minha mãe. Meu pai colocou a mão na cabeça. Eles ficaram chocados. Passamos a noite conversando e apesar das negações, eu não apanhei e nem fui jogado para fora de casa. Agradeço até hoje ao meu irmão.

Tentávamos seguir a vida normalmente, meus pais ainda não se sentiam a vontade com a minha escolha e por muitas vezes demostravam isso. Encontrei um verdadeiro apoio em meus irmãos. Acho que a minha relação com os meus pais veio melhorar depois de três anos. Meu pai foi difícil, ele quase não falava comigo. Minha mãe impôs uma condição , se um dia eu encontrasse um namorado ela gostaria de conhecê-lo.

Na escola as coisas continuavam a mesma coisa. Mas eu estava mais tranquilo, meu irmão sempre me procurava na hora do intervalo para saber se eu estava bem e até a minha irmã depois que eu contei para ela passou a me vigiar. Éramos realmente os três mosqueteiros. “Um por todos, e todos por um”.

Conheci um menino chamado Fernando. Ele era realmente lindo. Tinha 16 anos estava no primeiro ano, fazíamos uma matéria extra classe juntos. Lembro que para começarmos a namorar levou uns 3 meses. Nossa primeira vez foi na casa dele. Até esse dia eu estava em dúvida se era gay ou não. Sentir o corpo dele no meu foi como um teste, eu realmente gostava de homem.

Infelizmente nosso relacionamento durou pouco tempo, os pais deles conseguiram um emprego nos Estados Unidos e ele teve que ir. Cheguei a visita-lo algumas vezes, mas decidimos para o bem dos dois terminar. Naquele ano, o tempo do tenebroso vestibular foi o pior. Eu não sabia o que fazer. Tentei três faculdades e não me interessei. Até que optei pela faculdade de Publicidade. O tempo passou e eu fui me apegando ao curso e decide que era aquilo que eu queria para a minha vida.

Eu fico pensando, como as coisas podem acontecer em nossas vidas, um dia estamos bem no outro não estamos. E as armações do destino que entrelaçam a vida de outros com a nossa. Comecei a fazer a faculdade de publicidade um pouco tarde com 19 anos.

Minha irmã Priscila era o cérebro da família e entrou para a faculdade de medicina, a primeira da turma. Meu irmão já estava trabalhando como engenheiro numa empresa de telefonia celular. Nossos pais sonhavam que um dia nós trabalhássemos nas lojas da família. Mas ninguém tinha vocação para tal serviço.

Eu estava namorando um rapaz que estudava na mesma faculdade que nós nos conhecemos numa festa e quando eu percebi ele estava ali estudando na sala 505 ao lado da minha. Passamos uns meses no cortejo até que finalmente rolou. Na verdade depois do primeiro ano, nossa relação ficou estagnada e ele pediu um tempo. Eu lembro que briguei com ele, eu chorei e ele saiu correndo. Estava arrasado, com o coração partido.

Naquela tarde eu não estava com cara de muitos amigos e para completar uma chuva torrencial estava desabando na cidade. Sentei na calçada com os olhos vermelhos. No outro lado uma garota também brigava com um homem dentro de um carro, eu pensei: “Pelo menos alguém está na pior comigo”.

De repente ela saiu do carro e eu comecei a ver vindo à minha direção, correndo desesperada, tentei gritar, mas a voz não saiu. Um carro acertou a moça em cheio, ela caiu perto de mim e o motorista fugiu. Ela estava vestida com uma capa preta, quando tirei percebi que ela estava grávida.

“Alguém me ajude?! Liguem para a ambulância. Mas essa agora… será que ela morreu? Moça acorde..”

*Se vocês curtiram o meu conto, por favor comentem e votem no meu conto e ajudem a divulgar também para amigos e colegas. Agradeço vocês e boa leitura.

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escritor.sincero@gmail.com

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